
Dirceu Camposn nasceu na histórica cidade de Itararé-SP no dia 19 de agosto de 1938. Filho de Vicente de Campos e Leonilda Dias Costa.
Quando nasceu sua mãe tinha escolhido o nome de Vicente de Campos Filho, porém o pai contestou e deu o nome de Dirceu, em homenagem ao grande poeta inconfidente, a quem tinha tanta admiração na época Tomaz Antonio Gonzaga, do livro de poesias "Dirceu de Marília".
Assim foi batizado na Igreja Matriz de Itararé o menino Dirceu de Campos.
Seu bisavô fazia transporte de passageiros com carros puxados por animais de Tatuí a Itapetininga.
Seu avô Antonio de Campos também se aposentou como trabalhador da Estrada de Ferro Sorocabana. Seu pai era manobrador da Estrada de Ferro Sorocabana. Aos 14 anos já era ferroviário, como praticante de telegrafista em Itapetininga, no Curso de Formação dos Transportes (CFT).
Com 18 anos já exercia com galardia a profissão de Telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana.
Fez o serviço militar aqui em Itapetininga.
Era líder dos telegrafistas. Defendia com unhas e dentes seus companheiros.
Participou de greves. A ultima quase causou a sua demissão do quadro ferroviário.
Foi suspenso por 90 dias e agüentou um inquérito administrativo.
Juntamente com outros políticos, foi preso na cadeia de Itapetininga por ocasião da revolução de 1964.
Foi libertado 24 dias depois. Respondeu um processo militar na 1ª Auditoria de Guerra, que perdurou por mais de 10 anos, sendo absolvido no final.
Em 1964 voltou a estudar. Fez um preparatório, fez o ginásio, concluiu o Magistério. Trabalhou como Inspetor de Alunos até 1979 na EE Profª Ernesta Xavier Rabelo Orsi. Voltou a trabalhar na ferrovia como Despachador do Movimento na Estação Barra Funda. Fez o ensino médio, passou pelos bancos de várias Faculdades: Faculdade de Direito da FKB, Faculdade de Ciências Contábeis, Faculdade de Ciências, História, Matemática e Pedagogia na Associação de Ensino de Itapetininga.
Foi campeão em Ciclismo em Itapetininga, entre 1952 e 1957.
Depois de aposentar-se da Ferrovia, agora FEPASA, passou a exercer a profissão de fotógrafo, registrando os principais eventos da cidade.
Professor formado resolveu exercer a profissão de transmitir o saber. Em pouco tempo recebeu o diploma de "Professor Símbolo".
Em 1997 escreveu o seu primeiro artigo na Tribuna Popular e também na Revista Visual com o título "Uma lembrança de um passado distante" que relatava com ricos detalhes a história de uma ferrovia que se perdeu no tempo.
Escreveu mais de trezentos artigos nos jornais Folha de Itapetininga e na Tribuna Popular. Já foi homenageado por 5 vezes pela Câmara Municipal de Itapetininga. Não gostava de viajar. Queria passar os seus últimos dias em nossa querida Itapetininga. Poderia ser advogado, mas preferiu ser professor, por julgar que assim estaria servindo a sua cidade e a sua pátria. Gostava de ensinar, mais por amor do que pelos seus vencimentos, visto que era aposentado da Ferrovia.
Casado com Ercília Rodrigues Campos. Pai de 3 filhos: Dirceu Campos Filho, que é ferroviário, Maria Cecília Campos, Miriam Estela de Campos Domingues, professoras de Ciências e Matemática. Tem seis netos e um bisneto;

O professor Dirceu Campos foi convidado pelo confrade José Luiz Nogueira, membro fundador do IHGGI, para vir compor a confraria que estava se formando para fundar o nosso instituto.
Dirceu escolheu como patrono de sua cadeira no IHGGI o Gustavo Barroso,
Dirceu Campos faleceu em Iatapetininga no dia 11 de outubro de 2024às 00:45h.
Estava com 86 anos e foi sepultado no Cemitério Sâo João Batista em Itapetininga.
Deixou uma enorme lacuna na vida cultural de Itapetininga e enorme saudades entre o grande número de amigos.
Exemplar ferroviário da extinta Sorocabana sempre teve uma posição firme em defesa de seus companheiros de trabalho, sendo até persiquido pelo Governo Militar de 64 . Sua figura de Homem simples, calejado pelas vicecitudes da vida, mas sábio, sempre permanecerá em todos nós !