GENEALOGIA - JOSÉ LUIZ NOGUEIRA 
Criar um Site Grátis Fantástico
MOREIRA
MOREIRA

Sobrenome de origem toponímica, tirado de uma propriedade da família (Antenor Nascentes, II, 207).

De moreira, forma antiga e popular de amoreira (Anuário Genealógico Latino, IV, 25).

O solar desta família é em Santa Maria de Moreira, no julgado de Celorico de Basto, em Portugal. Daí tomou o sobrenome Gonçalo Rodrigues Moreira, no tempo de D. Afonso III e de D. Diniz I, reis de Portugal, de 1248 a 1325 (Anuário Genealógico Latino, I, 68).

Brasil:

No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Geraldo Moreira, que deixou geração do seu cas., c.1626, com Fabiana Delgado; e de Jorge Moreira, que deixou geração, a partir de 1629, com Lucrécia Lopes (Rheingantz, II, 620). Rheingantz registra mais 27 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, entre as mais antigas, de origem portuguesa, a de Jorge Moreira, nat. do Rio Tinto, no Porto, que passou à Capitania de S. Vicente, por volta de 1545, onde foi capitão-mor e governador. Pessoa de conhecida nobreza. Deixou numerosa descendência (1 filho e 12 filhas) de seu cas., em S. Vicente, com Isabel Velho, filha de Garcia Rodrigues, patriarca das famílias Velho, Garcia Velho e Rodrigues Velho, de São Paulo.

Entre os descendentes deste casal, cabe registrar: a bisneta, Ana Moreira [- 1692, São Paulo], casada na família Ordonho (v.s.), de São Paulo; o terceiro neto, Capitão Diogo Gonçalves Moreira, patriarca da família César Moreira (v.s.), de São Paulo (AM, Piratininga, 119, SL, VII, 397).

Ainda, em São Paulo, a importante família de José Antônio Moreira, que deixou numerosa e ilustre descendência do seu cas., c.1792, com Joaquina Alves. Entre os descendentes do casal, registram-se:

I - o filho, José Antônio Moreira (2.º) [23.10.1796, SP - 28.06.1879, RJ], que foi agraciado, sucessivamente, com os títulos de barão de Ipanema [Dec. 14.03.1847], barão com as honras de grandeza de Ipanema [Dec. 25.03.1849], visconde com as honras de grandeza de Ipanema [Dec. 02.12.1854] e, finalmente, conde de Ipanema [20.02.1868]. Passou ao Rio de Janeiro, onde deixou numerosa descendência, por onde correm os sobrenomes Ipanema (v.s.) e Moreira, do seu cas., a 27.01.1823, no Rio, com Laurinda Rosa Ferreira dos Santos [07.11.1808, Rio, RJ - 17.11.1881, Bruxelas], da família Ferreira dos Santos (v.s.), do Rio de Janeiro;

II - o neto, José Antônio Moreira (3.º) [27.08.1830, RJ - 27.02.1899, RJ], empresário, fundador do atual Bairro de Ipanema, na zona sul da Cidade do Rio de Janeiro. Agraciado, sucessivamente, com os títulos de barão de Ipanema [13.03.1885] e barão com as honras de grandeza de Ipanema [Dec. 05.07.1888]. Deixou numerosa descendência, por onde corre o sobrenome Ipanema Moreira, do seu cas., a 27.09.1856, no Rio, com Luiza Rudge, filha de George Rudge e neta de Jonatan Rudge, patriarca desta família Rudge (v.s.), do Rio de Janeiro;

III - o neto, Manuel Antônio Moreira [27.12.1833, Rio, RJ -], irmão do anterior, cônsul geral do Brasil na Bélgica;

IV - o bisneto, embaixador Alfredo de Barros Moreira, filho do anterior; e

V - o bisneto, embaixador Alberto de Ipanema Moreira, primo do anterior. Na Bahia, entre as mais antigas, de origem portuguesa, a de Martim Afonso Moreira, nat. de Setúbal. Moço da Câmara Real. Vice-Almirante de uma armada, mandada por D. João III [1521-1557], à Índia, que, vindo parar em Porto Seguro, ali permaneceu Martim Moreira. Era filho de Antônio Moerira, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, dos Moreiras de Cerolico de Basto, e de Joana de Souza da Gamboa, dita descendente de um irmão de Martim Afonso de Souza, o que não consta das genealogias publicadas dos Sousas do Prado (Arquivo Francisco Antonio Doria - fadoria @ rio.com.br). Transferindo-se para Salvador, aí deixou numerosa descendência de seu cas., c.1600, com Luiza Ferreira Feio, filha de Estevão Ferreira e de Úrsula Feio.

Entre os seus descendentes, registram-se:

I - o filho, Antônio Moreira de Gamboa, Fidalgo da Casa Real. «Casado com Antonia Doria de Meneses, nasc. 1606 em Salvador, filha de Cristóvão da Costa Doria, batizado na Sé de Salvador em 1560, e c.c. Maria de Meneses, filha de Jerônimo Moniz Barreto de Meneses e de sua primeira mulher Mécia Lobo de Mendonça; n.p. de Clemenza d¹Oria, n.c. 1535 provavelmente em Gênova, falecido após 1591 em Salvador; filha (bastarda, ao que parece) de Alerame d¹Oria, que recebeu em 1557 um padrão de juros sobre a alfândega de Lisboa» (Arquivo Francisco Antonio Doria - fadoria @ rio.com.br);

II - o neto, Antônio Moreira de Menezes, patriarca da família Argolo de Menezes (v.s.), da Bahia (JB, n.º 436);

III - o neto, Martim Afonso de Mendonça, filho do item I. «Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Irmão da Santa Casa da Misericórdia de Salvador em 1672; nasc. c.1635. Casado, primeiro, com Inês de Carvalho Pinheiro, s.g.; segundo, com Brites Soares, c.g. Em 1665, no Monte Recôncavo, casou pela terceira vez com Joana Barbosa (Arquivo Francisco Antonio Doria - fadoria @ rio.com.br);

IV - o bisneto, Gonçalo Barbosa de Mendonça, filho do terceiro casamento do anterior. Nascido por volta de 1675 e falecido em 1737, capitão de milícias. Casado em 1716, no Socorro, com Antonia de Aragão Pereira, filha de Alberto da Silveira de Gusmão e de s.m. Isabel de Aragão, descendente esta do Caramuru. Um irmão inteiro de Gonçalo, nascido c.1666, chamou-se Cristóvão da Costa Doria, o segundo com este nome (Arquivo Francisco Antonio Doria - fadoria @ rio.com.br);

V - o terceiro neto, Cristóvão da Costa Barbosa [1731­1809], filho do anterior. Senhor do engenho ³Ladeira² em São Francisco do Conde. Deve ter usado o `Barbosa' para se diferenciar do tio paterno Cristóvão da Costa Doria. Casado com sua prima Antonia Luiza de Vasconcelos Doria [1744-1825], filha de Manuel da Rocha Doria e de Ana Maria de Vasconcelos, casados em 1726 no Carmo, na capela da família da noiva, cujo tio materno, João Alvares de Vasconcelos, usava as armas esquartelado - primeiro e quarto quartel, as armas dos Vasconcelos; segundo, dos Aguiares; e terceiro, dos Pachecos. Elmo, etc. Timbre, Vasconcelos. Ana Maria de Jesus e Vasconcelos descendia também do Caramuru, e era longínqua sobrinha da mulher de Colombo, Filipa Moniz, meia-irmã de duas de suas ancestrais nos Perestrelos. Deste casal, descendem muitos Costa Dória (v.s.), da Bahia (Arquivo Francisco Antonio Doria - fadoria @ rio.com.br).

Família de origem portuguesa estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde passou, em 1825, Francisco Lopes da Costa, natural de Cedofeita, Portugal, que assinou termo de declaração, a 12.09.1857, onde informa ser católico, ter 49 anos de idade e ser casado com uma brasileira (Spalding, naturalizações, 103). Importante família de abastados proprietários de fazendas estabelecida no Espírito Santo, à qual pertence o Tenente Luiz José Moreira, que deixou geração do seu primeiro casamento com Mariana Moreira, proprietária da Fazenda da Ribeira.

Com geração, também, do seu segundo casamento com Thomazia da Silva Medella [viúva do Capitão José Tavares de Brum]. Entre os descendentes do capitão Luiz José, registram-se:

I - o filho do primeiro matrimônio, Luiz Moreira da Silva Lima, que deixou importante descendência do seu cas. com sua prima Rita Barreto, filha do abastado fazendeiro Joaquim José Alves, proprietário da fazenda Boa Esperança, no Município de Campos, região norte fluminense do Estado do Rio de Janeiro, e chefe desta família Alves, do Espírito Santo, conforme vai descrito no volume II, do Dicionário das Famílias Brasileiras;

II - a filha do primeiro matrimônio, Josefa Luiza Moreira, proprietária da Fazenda Colheres, no lado norte do rio Itapemirim, ES, que herdou de seu pai. A fazenda tinha duas mil braças de frente sobre uma légua de fundo, alcançando a fazenda Ponta Grossa, da família Rocha. Casada com Francisco Borges da Silva;

III - o filho, do segundo matrimônio, Joaquim Moreira da Silva Lima, que deixou geração do seu cas. com Úrsula Barreto [que foi casada, segundo, com o Coronel João Rodrigues Barbosa, proprietário da Fazenda do Cotia, no Itapemirim, ES], filha de Joaquim José Alves, abastado e rico fazendeiro, e chefe desta família Alves, do Espírito Santo, conforme vai descrito no volume II, do Dicionário das Famílias Brasileiras;

IV - o filho, do segundo matrimônio, Francisco Moreira da Silva Lima, que deixou importante descendência do seu cas. com Mariana Barreto, filha do abastado fazendeiro Joaquim José Alves, proprietário da fazenda Boa Esperança, no Município de Campos, região norte fluminense do Estado do Rio de Janeiro, e chefe desta família Alves, do Espírito Santo, conforme vai descrito no volume II, do Dicionário das Famílias Brasileiras;

V - o neto, capitão Firmino Borges da Silva, filho do item II. Herdeiro da Fazenda Colheres;

VI - a neta, Inácia da Silva Lima [- 15.02.1883, Vila Velha, ES], filha do item III. Deixou geração do seu cas. com o Coronel Joaquim Marcelino da Silva Lima [- 17.11.1885, Vitória, ES], filho do barão de Itapemirim, conforme segue no verbete da família Silva Lima (v.s.), do Espírito Santo;

VII - a neta, Rita da Silva Lima (ou Moreira), filha do item III. Deixou geração do seu primeiro cas. com Francisco Bernardes da Silva Lima, proprietário da fazenda do Cancan, no Itapemirim, ES, filho do barão de Itapemirim, conforme segue no verbete da família Silva Lima (v.s.), do Espírito Santo. Casada, em segundas núpcias, com o coronel Joaquim Gomes Pinheiro da Silva, proprietário da fazenda Ouvidor do Sul, membro da antiga família Gomes Pinheiro (v.s.), do Espírito Santo;

VIII - a bisneta, Maria Borges, filha do item V. Meia herdeira da Fazenda Colheres. Casada com Damasio Alves de Carvalho;

IX - o bisneto, Francisco Borges da Silva Neto, filho do item V. Meio herdeira da Fazenda Colheres. Casado com Laura Teixeira, filha do fazendeiro José Guilherme Teixeira, residente em São João del Rei, MG;

X - Damaso de Carvalho, filho do item VIII. Estabelecido com uma padaria em Itapemirim. Casado com Amélia Teixeira, viíva de Euclides Werneck, filha do fazendeiro José Guilherme Teixeira, residente em São João del Rei, MG.

Linha Africana:

No Rio de Janeiro, por exemplo, José Antônio Moreira, «pardo forro», nat. de Magé (RJ), filho de Antônio Pereira Diniz e de Margarida Moreira, foi cas., em 1797, Itajubá (MG), com Francisca Cardoso, «parda forra», nat. de Camanducaia (MG), filha de João Cardoso de Siqueira e de Inácia Corrêa (Monsenhor Lefort - Itajubá).

Linha das Órfãs da Rainha:

Esta linha pertence a três filhos do casal tronco da Bahia, Martim - Luiza:

I - Ana de Gamboa, que foi cas. com Baltazar Lôbo de Souza; e

II - Antônia da Gamboa, cas. com um cunhado de sua irmã, Gaspar de Barros Magalhães. Os irmãos Baltazar e Gaspar, são filhos de Catarina Lobo Barbosa de Almeida (sobrinha do conde de Sortella), uma das órfãs protegidas da rainha D. Catarina, enviadas, em 1557, ao Gov. do Brasil Thomé de Souza para casá-las com as pessoas principais que houvesse na terra. Catarina Lobo, foi casada na família Barros de Magalhães (v.s.). Filha de Baltazar Lobo de Souza, patriarca desta família Lôbo de Souza (v.s.).

Nobreza Titular:

A - Família originária de Portugal estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde passou, em 1817, o Comendador José Antônio Moreira [19.04.1806, Porto - 20.10.1876, Pelotas, RS], filho de Antônio José Moreira e de Maria da Apresentação. Naturalizou-se brasileiro por ocasião da Independência. Foi agraciado, a 10.06.1873, com o título de barão de Butuí. Comendador da Ordem da Rosa. Foi casado duas vezes, tendo falecido, ambas as esposas, antes da concessão do título. Deixou geração do seu 1.º casamento, 25.12.1835, em Pelotas, RS, com Maria Josefa de Castro [06.03.1819, Pelotas, RS - 07.06.1844, Rio Grande, RS], falecida antes da concessão do título ao seu marido, bisneta do Capitão Francisco Pires Casado, de quem descendem alguns Silveira (v.s.), do Rio Grande do Sul; e geração do seu 2.º casamento, com Leonídia Braga Gonçalves [- 15.09.1866], também falecida antes da concessão do título ao seu marido. Entre os seus descendentes, registram-se:

I - a filha, Cândida Gonçalves Moreira [c.1852, Pelotas, RS - 13.08.1921, ídem], que, por seu casamento, a 07.03.1874, em Pelotas, com um integrante da importante família Antunes Maciel (v.s.), do Rio Grande do Sul, tornou-se a baronesa de São Luiz;

II - a filha, Francisca de Castro Moreira [07.1836, Pelotas, RS -], que foi casada na importante família Antunes Maciel (v.s.), do Rio Grande do Sul. B - Família estabelecida na Bahia, com ramificações no Amazonas, à qual pertence Sebastião José Moreira, natural de Portugal, que deixou geração do seu cas., por volta de 1832, com Maria José Moreira, natural de Portugal. Entre os descendentes do casal, registram-se:

I - o filho, Antônio José Moreira [-01.05.1877, Rio, RJ], médico do Corpo de Saúde, domciliado em Manaus, Amazonas. Deputado à Assembléia Geral Legislativa, pelo Amazonas [1864-1866 e 1877];

II - o filho, coronel Emílio José Moreira, negociante, homem de grande influência política em Manaus, AM. Deputado Provincial, pelo Amazonas, em diversas ocasiões. Presidente da Assembléia Legislativa e do Partido Democráta;

III - o filho, Guilherme José Moreira [25.06.1835, Salvador, BA - 23.09.1899, idem], que a convite de seu irmão Antônio José, passou para o Amazonas [1854]. Fundou, em sociedade com seu irmão Emílio José, a firma Moreira & Irmão. Negociante em Manaus, AM. Alferes da 1.ª Companhia, do 1.º Batalhão de Guardas Nacionais, do Município de Manaus [26.07.1859]. Tenente da 2.ª Companhia do mesmo Batalhão [18.08.1866]. Suplente do Juiz Municipal e de Órfãos, dos Termos reunidos da Capital e de Barcelos [05.07.1867]. Capitão da 5.ª Companhia do 1.º Batalhão de Infantaria da Capital do Amazonas [19.09.1868]. Vereador eleito, à Câmara Municipal de Manaus [1868-1872]. Membro da Comissão Fiscal da Caixa Econômica da Província do Amazonas [17.05.1876]. No Império foi 2.º vice-presidente da província do Amazonas [30.01.1878]. Presidente da Câmara Municipal [22.04.1879]. Coronel Comandante superior da Guarda nacional nas comarcas da capital do Amazonas e Rio Negro [10.06.1881]. Comerciante matriculado na Junta Comercial do Pará [1881]. Na República foi nomeado para exercer o cargo de 1.º Vice-Gpvernador do estado do Amazonas [12.02.1891]. Agraciado pelo governo português com o hábito da Real Ordem Militar Portuguesa de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa [09.02.1882]. Obteve licença, do governo brasileiro, para a ceitar essa distinção portuguêsa [03.05.1882]. Comendador da Ordem de Cristo [29.07.1880]. Irmão da Santa Casa de Misericórdia de Manaus [30.08.1889]. Foi agraciado, a 05.07.1889, com o título de barão de Jurua. C: I - José Antônio Moreira [1796-1879], citado acima, ramo de São Paulo - conde de Ipanema; e II - José Antônio Moreira [1830-1899], filho do anterior, citado acima, ramo de São Paulo - barão com as honras de grandeza de Ipanema.

Heráldica: um escudo em campo vermelho, nove escudetes de prata, cada escudete carregado de uma cruz florenciada de verde. Timbre: uma amoreira de verde, com um escudete das armas sobre o tronco (Armando de Mattos - Brasonário de Portugal, II, 40).

 

 

 

Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Google-Translate-Portuguese to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese




ONLINE
2




Partilhe esta Página



PARTICIPE

AJUDE-NOS A MANTER ATUALIZADA AS INFORMAÇÕES DESTE SITE

 

ESCREVA-NOS

 

CONTO COM SUA AJUDA

 

JOSÉ LUIZ NOGUEIRA

 

 

 

 




Total de visitas: 1931648