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RIBAS
RIBAS

 RIBAS - Sobrenome de origem geográfica.

A origem dos Ribas está em Castela, a Velha, nas montanhas de León, numa das regiões mais belas da Espanha. Segundo alguns linhagistas, os Ribas teriam tomado o seu apelido da Vila de Rivas, junto a Ledesma. Há em Galiza, na Província de Lugo, a Vila de Rivas de Sil, sobre o rio Sil, que corre neste sítio num vale muito profundo.

Provaram sua nobreza nas Ordens de Santiago, de Carlos II, e de San Juan de Jerusalém, registradas na Real Chancelaria de Valladolid e Real Compañia de Guardias Mariñas, durante os séculos XVII, XVIII e XIX. Na História de Espanha, está provada a presença dos Ribas já no recuado ano de 1212, quando, por bravura em combate, Don Sebastian (outros dizem Salvador) Garcia De Ribas foi armado "Cavaleiro", por Don Afonso IX, O Nobre, Rei de Léon (1158 a 1214), por ocasião da "Batalha de las Navas de Tolosa", quando os castelhanos venceram os mouros, recebendo, por este feito de armas, o direito de uso do seu brasão de armas

[Heráldica]: "Um escudo em campo de ouro, com uma cruz florenciada de azul e bordadura do mesmo (de azul), carregada de sete flores-de-lis do primeiro esmalte (metal: ouro).

Elmo de prata aberto.

Paquife das cores e metais do escudo.

Timbre: quatro plumas, duas de vermelho e duas de ouro, intercaladas.

" Don Pedro Ribas Roxados Y Vallgornera, portador do título de "Visconde de Alfarrás", foi elevado ao título nobiliárquico de "Marquez De Alfarrás" em 12 de julho de 1702, por Don Felipe V, Rei de Espanha.

A Casa do marquês de Alfarrás possui o seguinte Brasão de Armas

[heráldica]: Um escudo, em campo de ouro, carregado de uma cruz de cor azul, florida nas extremidades, com três pontas. Uma bordadura da mesma cor azul, sobre ela, sete flores-de-lis de ouro. Coroa de marquês.

Quanto à forma Rivas, esta também se perpetuou no apelido de uma família espanhola, donde provém o duque de Rivas, D. Ângelo de Saavedra Rivas (1791-1865). Por morte de seu irmão veio a ser grande de Espanha e duque de Rivas, e entrou imediatamente no Senado. Os membros da Família Ribas se espalharam pela península, uns indo para a Galicia, Freguesia de Sancta Cristina, no Bispado de Tuy, outros rumando para o vizinho Portugal.

Os que passaram a Portugal, fixaram-se no Alentejo. Tanto da Espanha como de Portugal, diversos integrantes desta família, em épocas diversas, emigraram para o Novo Mundo. Parte dos Ribas fixaram-se na Colônia do Sacramento (hoje República Oriental do Uruguai) e, posteriormente, na antiga Villa de São Francisco de Paula, atualmente Pelotas, Rio Grande do Sul. Outros primos Ribas, colaterais aos do sul, tomaram direções diferentes. Uns rumaram para a Província de São Paulo, outros para a Cidade de Santa Maria da Boca do Monte, no Rio Grande do Sul.

Um ramo se radicou em Curitiba, Paraná. Outros emigraram, diretamente, para o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Também existem passagens dos Ribas pelo Ceará e pelo Pará.

Brasil:

Os Ribas No Rio Grande Do Sul - O grande tronco Ribas no sul do Brasil, mais precisamente em Pelotas, inicia-se com Domingos Rodrigues Ribas, mais conhecido como Capitão Domingos Rodrigues, ou Roiz - forma abreviada, para Rodrigues ou Rodrigues. Nascido na Freguesia de Sancta Chriztina de Valzes, no Bispado de Tui, Reino de Galiza, Espanha, por volta de 1758.

Filho de Juan Rodrigues e de Maria "Cecília" de Ribas. Segundo a tradição familiar, por ocasião da realização do contrato de casamento da Infanta da Espanha, S.M.R. Dona Carlota Joaquina de Bourbon, com o então Príncipe D. João (depois D. João VI), teria a Família Ribas (tronco do Rio Grande do Sul), acompanhado a Comitiva enviada a Portugal para a celebração de real ato. S.A.R. Dona Carlota Joaquina de Bourbon - fundadora e 1º grã-mestra da ordem das Damas Nobres de Santa Isabel, Rainha de Portugal - nasceu a 25.04.1775, em Aranjuez e faleceu a 07.01.1830, em Queluz. Filha de S.M. Católica Dom Carlos (Carlos IV) Antônio Pascual Francisco Xavier João Nepomuceno José Januário Serafim Diogo de Bourbon, rei d'Espanha (1788), e de S.M. a rainha Maria Luisa Teresa de Bourbon, princesa de Parma, infanta d'Espanha. Casada em Lisboa a 8 de Maio de 1785, com seu primo S. M. Fidelíssima Dom João (D. João VI) José Maria Francisco Xavier de Paula Luiz Antônio Domingos Rafael de Bragança, 27º rei de Portugal e 23º rei dos Algarves, d'aquém e d'além mar em África, senhor da Guiné, e da Conquista, Comércio e Navegação da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc., etc., rei do reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1816), imperador titular do Brasil (1825), príncipe regente de Portugal (1792-1816), príncipe do Brasil (1788), 15 º duque de Bragança (1788), etc. Nascido em Lisboa a 13.05.1767, onde faleceu a 10.03.1826.

Levando em conta a data da realização do casamento do real casal, 8 de Maio de 1785, consideramos a idade de 27 anos para o Capitão Domingos, quando da sua emigração para Portugal. Os registros de seu casamento permitem-nos conhecer os nomes de seus pais: Juan Rodrigues e Maria "Cecília" de Ribas.

Outra tradição familiar do grupo Rio Grandense do Sul informa ser esta matriarca - Maria Cecília - filha do referido marquês de Alfarrás, Don Pedro Ribas Roxados Y Vallgornera.  

Diante das datas apresentadas nos dados genealógicos acima, acreditamos haver algumas alterações - o que é comum acontecer quando a tradição oral passa de duzentos anos - na história dos Ribas do sul. Uma das alterações estaria na data de nascimento do patriarca dos Ribas do Sul. Tomou-se por base a data de nascimento do Capitão Domingos Rodrigues Ribas, proposta pelo douto genealogista Carlos Grandmasson Rheingantz, que apresentou o ano de 1738, para o provável nascimento daquele. Consideramos haver um erro nesta data.

Provavelmente datilográfico. Rheingantz, genealogista de fama, costumava a utilizar em seus trabalhos, quando não obtinha a data de nascimento dos nubentes, uma constante matemática: para os homens, apresentava, na maioria das vezes, 30 anos, no dia do casamento e, para as mulheres, apresentava 20 anos. Quando obtinha a data de um dos contraentes, o outro apresenta uma diferença de 10 anos. Os exemplos podem ser tirados do próprio encadeamento genealógico que apresentou Rheingantz, para a família Ribas: Domingos Rodrigues Ribas Sobrinho, * Rio Grande (11º, 380) bat. 14.4.1830 e fal. casado Pelotas (3.º A, 26) 5.2.1859 com sua prima-irmã Maria Cecília Ribas * Pelotas por volta de 1839 e fal. Pelotas 5.4.1880, filha de Domingos Rodrigues Ribas e de Mariana Alves.

Outro Exemplo: Domingos Rodrigues Ribas, * por volta de 1837 e fal. casado Boqueirão (2º, 7) 13.2.1870 com Maria da Conceição Dias, * Pelotas (6º, 3v) 20.12.1847 (bat. 8.1.1848) e fal. sua prima-irmã, filha de Baltazar Jacinto Dias e de Rita Alves.

Acreditamos que, tendo encontrado a data precisa de nascimento de D. Luzia Firmina do Pilar, em 1763, Rheingantz tomou esta por base, apresentando uma diferença de apenas 5 anos para o seu marido, o Capitão Ribas. Sendo assim, lhe daria por nascimento 1758 - e não a diferença de 25 anos como se encontra no trabalho. O fato de se ter utilizado apenas 5 anos, e não 10, se daria por estar a noiva casando com uma idade um pouco incomum para aquele tempo: 30 anos de idade. O certo é de que o velho Capitão Ribas veio para o Brasil, pouco tempo depois da realização daquele matrimônio Real, provavelmente a serviço, e estabeleceu-se, inicialmente, na Colônia do Sacramento. Casou em 1793, no Rio Grande (segundo o registro do Livro 2º de matrimônios, fls. 114) com Luzia Firmiana Do Pilar, nascida em 1763, na Colônia do Sacramento e falecida a 5 de Maio de 1835, em Pelotas (segundo o registro do Livro 1º de óbitos, fls. 178) - já viúva. Seu inventário foi aberto a 30 de Outubro de 1844, onde declarava ser viúva e ter três filhos: João, Domingos e Cecília.

Na verdade o casal deixou 8 filhos, sendo que cinco deles - Maria, Domingos (I), Luzia, Desideria e Clementina - faleceram antes dos pais. Recentemente, no Suplemento Cultural do Diário da Manhã, de Pelotas (20.03.1994) publicou-se um encarte especial dedicado à história da Família Ribas. Dele extraímos os seguintes trechos sobre o Capitão Ribas: “Aqui chegando, o Capitão Domingos Rodrigues Ribas, homem trabalhador e muito abastado, estabeleceu-se com forte comércio de couros, peles, selins e xaque em grande escala. Com o progresso econômico que contagiou a nossa região, os Ribas aumentaram ainda mais os seus haveres em imóveis e campos "Para que se possa ter uma idéia da imensa fortuna que essa família possuía, basta citar um só exemplo: os 60 mil hectares da Estância do Fragata, onde se encontra inclusive o Areal Ribas. O Capitão Domingos Rodrigues Ribas doou à cidade de Pelotas uma extensa área de sua propriedade, no Bairro do Porto, na qual foi construída uma praça pública que leva o seu nome.

Esse homem de grande senso comunitário e sua esposa D. Luzia Firminiana foram elementos de alto relevo na vida social da época. (DM [Diário da Manhã] Cultura, Pelotas, 20.03.1994)”. Ente os descendentes do casal Domingos Rodrigues Ribas e D. Luzia Firmiana do Pilar, registra-se: I - o filho, João Rodrigues Ribas [03.05.1796, Rio Grande, RS - 24.10.1857, Pelotas, RS]. Veador de S.M. Imperial. Comendador da Ordem Imperial da Rosa. Juntamente com seu irmão Domingos e o seu cunhado, o conde de Piratinim (casado com D. Cecília - ver família Vieira Braga), bem como a própria irmã Cecília, foram fundadores do Imperial Asylo de Orphans.

Grandes-Benfeitores da Santa Casa de Misericórdia, do Asilo de Mendigos e de inúmeras outras obras de caridade.

Do seu casamento, a 08.12. 1827, em Pelotas, RS, com D. Leonídia Angélica Braga [05.12.1807, Rio Grande, RS - 14.10.1895], descendem os seguintes grupos familiares: Rodrigues Ribas, Ribas Viana, Viana Moreira, Ribas Moreira, Alves Ribas, Ribas Fabres, Ribas Madureira, Ribas de Mello Leitão, Carrion Ribas, Ribas de Moraes Âncora, Maciel Ribas, Costa Ribas, etc. Outros grupos familiares do tronco Ribas foram detectados no Rio Grande do Sul. Com quase toda a certeza, serão descendentes do velho e nobre Capitão Domingos Rodrigues Ribas. Infelizmente, a documentação até agora compulsada, não nos permitiu encontrar os elos entre esses grupos. Outro grupo gaúcho, os Oliveira Ribas, do final do século XIX, também deve ter sua origem no Capitão Domingos Rodrigues Ribas. Vicente e Américo de Oliveira Ribas, podem ser considerados os patriarcas deste grupo. Do primeiro, descendem os Oliveira Ribas e os Moreira Ribas; do segundo, os Soares Ribas.

Encontramos no Rio Grande do Sul o registro do grupo Fanfa Ribas, cuja descendência - parte dela - teve atuação nos meios jornalísticos do Rio Grande do Sul, mais precisamente, em Bagé. Descendem deste grupo: os Fanfa Ribas, Alves Ribas, Ribas Gondim. Cardoso Ribas, Ribas Amazonas, Russell Ribas, etc. Destacou-se, também, entre os gaúchos, o Desembargador Antônio Antunes Ribas, nascido no Rio Grande do Sul e falecido, em 1904, em Porto Alegre, RS. Bacharel em Direito, pela Academia de São Paulo, em 1866. Representou o Rio Grande do Sul, duas vezes, como Deputado à Assembléia Geral Legislativa, na 17ª (01.04.1880 a 09.10.1880) e 18ª (17.01.1882 a 03.09.1884) legislaturas. Foi casado com Lydia de Moraes Roseira, com quem deixou geração.

Por fim, encontramos, ainda, com origem sul riograndense, uma família Ribas Cadaval, cuja origem desconhecemos. Um importante membro deste grupo, chama-se José Ribas Cadaval. Nasceu a 22 de Abril de 1863, no Rio Grande do Sul. Doutor em Medicina. Formado pela Faculdade do Rio de Janeiro, e foi nomeado Oficial do Corpo de Saúde da Armada. Por consentimento do Ministério da Marinha, fez estudos no laboratório bacteriológico do exército. Autor dos seguintes trabalhos: Da alimentação nas primeiras edades - Tese, datada de 1886, apresentada à faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; Manuel prático para o enfermo naval (1897); Tratado de technica de bacteriologia - obra manuscrita, com 340 págs. e 126 gravuras;

As últimas descobertas da serumtherapia - obra manuscrita, com 220 págs. e 30 gravuras; e Hygiene naval brasileira - 589 págs. e 98 gravuras. Era filho de Luiz Anselmo Cadaval, casado com uma Ribas.

 

 

Os Ribas em São Paulo - Os Ribas de São Paulo - o mais antigo grupo no Brasil - tem sua origem, mais precisamente, no Rio de Janeiro, de onde emigraram para aquela Província. Ao falar das origens dos Ribas de São Paulo, o escritor e apaixonado pelas histórias da marquesa de Santos, Dr. Alberto Rangel, assim se expressou sobre as suas origens: “Descendia a nubenta, por sua progenitora (Escolástica de Toledo Ribas), de um capitão espanhol, que no século XI fundava a villa de Ribas ao pé de Madrid ..."   Os mais antigo membro desta família, cuja descendência emigrou para Rio/São Paulo, foi

o Capitão espanhol Guilherme Ribas, nascido por volta de 1661, na Espanha. Passou a Portugal, onde deixou descendência. Ente os seus descendentes, registram-se:

I - o neto, Carlos José Ribas, nascido por volta de 1711, na Freguesia de São Mamede, Patriarcado de Lisboa, Portugal. Em 1744, o encontramos residindo no Rio de Janeiro, com a patente de Capitão. Casado em 1736, no Rio de Janeiro, com Gracia Maria da Cruz Ferreira, filha de Ambrósio Ramos Ferreira (nascido na Freguesia de Santo Ildefonso, Porto) e de Joana de Faria (nascida no Rio de Janeiro). Neta paterna de João Ferreira (nascido na Freguesia de Santo Ildefonso, Porto) ; neta materna de Manuel da Costa Coelho e de Maria Pinheiro (nascida no Rio de Janeiro);

II - o bisneto, José Bonifácio Ribas, nascido em 1739, no Rio de Janeiro. Batizado a 6 de Junho de 1739. Tabelião do Judicial, Notas e Órfãos e mais anexos de São Sebastião, por Decreto de 8 de Outubro de 1765 e, mais tarde, Escrivão da Real Fazenda e Junta e da Procuradoria de Ausentes de São Paulo, por decreto de 2 de Julho de 1768. Teve o Ofício de Escrivão por três anos a 24 de Maio de 1775. Casado com Ana Maria De Toledo E Oliveira - irmã de D. Flávia Domitila, Dama da Câmara de S. A. a duquesa de Goiás. Filhas de Pedro Alvares da Paz (natural de Santos. Capitão das Ordenanças, Escrivão e Tabelião -1756; Escrivão de Órfãos de Paranaguá - 1746) e de Escolástica de Toledo Oliveira; netas paternas de José Álvares Noites (natural de Braga; serviu na tropa da Vila de Santos) e de Catharina Pinto da Rocha; netas maternas de Simão de Toledo Castelhanos (falecido em 1772, em São Paulo) e de Catharina de Oliveira Horta;

III - a terceira neta, Escholastica Bonifácia De Toledo Ribas, nascida a 22 de Abril de 1765, em São Sebastião, São Paulo. Tornou-se a 1.ª viscondessa de Castro, por seu casamento, na Sé de São Paulo, pelas cinco e meia horas da manhã do dia 18 de Fevereiro de 1784, com João de Castro Canto e Mello, 1º visconde de Castro, Gentil Homem da Imperial Câmara. Deste casal descendem o 2º visconde de Castro (de quem descende os Castro Canto e Mello e Werna Bilstein); a Baronesa de Sorocaba (de quem descende os Simões e Silva e Delfim Pereira); a Marques de Santos (de quem descende as famílias Pinto Coelho da Cunha, Pinto de Castro, Teixeira de Gouveia, Alcântara Brasileira, Von Treuberg, Caldeira Brant, Tobias de Aguiar, Aguiar e Castro, etc.); e as famílias Castro Oliva, Mello Barreto, Oliva Maia, Mello Franco, Seabra, etc.;

IV - o terceiro neto, Miguel Theotonio De Toledo Ribas. Brigadeiro. Nascido por volta de 1772. Casado, em primeiras núpcias, em 1803, em Camandocaia, São Paulo, com Maria Victória De Mello, filha do Capitão Baptista Caetano de Mello e de Maria Escolásthica. Casado, em segundas núpcias, com Genoveva Carolina de Oliveira Horta - descendente de importantes famílias mineiras e paulistas. Deixou ilustre geração nos dois casamentos. De sua segunda esposa descendem os Toledo Ribas, de Três Rios, Estado do Rio de Janeiro - destaques na política e na administração local. Seu descendente Carlos Augusto de Toledo Ribas foi o primeiro Escrivão do Cartório de Paz de Bemposta, então chamada de Paróquia da Paz Nossa Senhora da Conceição de Bemposta, do Município de Paraíba do Sul, Estado do Rio de Janeiro.

Como verdadeiro patriarca do grupo Toledo Ribas, de Três Rios, podemos considerar o Tenente Arthur de Toledo Ribas, nascido em 18 de Novembro de 1867, em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, onde faleceu a 20 de Julho de 1942. Do seu casamento com Elvira da Cunha Leal, deixou 13 (treze) filhos.

Do grupo Toledo Ribas de Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, descendem: os Toledo Ribas, Ribas Florentino, Ribas de Oliveira, Ribas Valença, Ribas Fernandes, Ribas Chimelli, Francklin Machado (da casa Frenklin, de Três Rios), Ribas Domingues, Ribas Bilheri, Ribas Ramos, Quintella Ribas, Serpa Ribas, Ribas Cerqueira, Oliveira Barbosa, Oliveira Amaral, Castaños Barbosa, Ribas Carvalho, Ribas Ramos, Braga Ribas, Costa Ribas, Ribas Tinoco, etc.

Outros grupos Ribas destacaram-se em São Paulo. Possivelmente, suas origens estão ligadas às raízes dos Toledo Ribas. Entre eles, encontramos o registro de Thiago Rodrigues Ribas, que imaginamos ter nascido por volta de 1776.

Se levarmos em conta o apelido duplo Rodrigues Ribas, deste grupo - o que não é comum em São Paulo - levanta-se uma segunda hipótese de pertencerem ao grupo Ribas do Rio Grande do Sul ou do Paraná.

O primeiro, conforme vimos, tem origem no Capitão Domingos Rodrigues Ribas. O segundo, conforme veremos adiante, remonta ao português Miguel Rodrigues Ribas, nascido em 1694. Não se pode esquecer que o território paranaense, do ponto de vista da sua história geográfica, fez parte, nos tempos coloniais da Capitania de Santo Amaro (Lopo de Souza) que se estendia até as terras de Sant’Anna (Laguna). Sua colonização foi obra dos Paulistas; nos campos da Cananea, descobertos por uma expedição da Cananea em 1531, foi fundada Curitiba, em 1654. Em 1723, quando Miguel Rodrigues Ribas já se encontrava estabelecido naquelas paragens, foi elevado o território à categoria de Comarca (Comarca de Paranaguá). Fazia ainda parte de São Paulo o território paranaense quando fez-se a Independência do Brasil. Somente em 1853 foi definitivamente separado da Província de São Paulo. Do casal Thiago Rodrigues Ribas e Gertrudes Alvares Duarte, descendem: os Rodrigues Ribas, Duarte Ribas, Ribas Silva, Oliveira Carvalho, Garcia da Luz, etc.

Segundo informações tiradas do "Nobiliário Sul-Riograndense", teria vindo de Braga, Portugal, para São Paulo, em meados do século XVIII, Antônio Gonçalves Ribas. Tendo fixado-se em Santos, São Paulo, contraiu matrimônio com a santista Ana Dias Pinheiro. Descende deste casal (informações do referido Nobiliário), os Fernandes Pinheiro - entre eles, José Feliciano Fernandes Pinheiro, visconde de São Leopoldo.

Outro grupo paulista, cujas origens não foram descobertas, descende de Rodolfo Ribas, que imaginamos ter nascido em meados do século XIX. Do seu casamento com Maria Amália, descendem: os Ribas, Góes Ribas e Almeida Ribas. Também de São Paulo, originou-se o grupo Ribas D’Ávila. O mais antigo indivíduo que encontramos desta família, chama-se Manuel Ribas D’Ávila, nascido por volta de 1830. Do seu casamento com Maria da Silva Aranha, descendem: os Ribas D’Ávila, de Campinas, São Paulo. Da união de Antônio Joaquim Ribas com sua segunda esposa Rita D'Ávila, em 1823, surgiram os Ribas D’Ávila. Deste casal, foi filho o citado Manuel Ribas D’Ávila. Ainda em São Paulo, encontramos passagens de diversos ramos Ribas, sem dúvida, originários dos grupos acima. Entre eles: Ribas Virmond, Ribas Taques, Queiroz Ribas, Amaral Ribas, Barbosa Lima Ribas, Saldanha da Gama Ribas, e Ribas Ayres de Aguirre.

Os Ribas no Paraná: Quando nos dedicamos aos Ribas de São Paulo, fizemos algumas rápidas considerações históricas sobre a possível emigração dos Ribas do Paraná para São Paulo. Naquele momento, citamos a presença de Miguel Rodrigues Ribas. Nascido em 1694, em Villa Franca de Viana, Arcebispado de Braga, emigrou para o Brasil, estabelecendo-se em território, hoje, paranaense. Faleceu a 15 de Novembro de 1774, em Curitiba, Paraná. Foi casado com a curitibana Maria Rodrigues das Neves, deixando larga descendência. Entre seus filhos citamos:

 I - o Capitão-Mor Lourenço Ribeiro de Andrade, nascido por volta de 1732 e falecido, em 1799, em Curitiba, PR. Foi casado com Izabel de Borba Pontes, falecida em 1771, em Curitiba, PR. Deste casal descendem: os Pinto de Sá Ribas, Marcondes Ribas, Ribas Vieira, Ribas Costa, Borba Ribas, e, ao que parece, os Ribas Fontana. No grupo dos Pinto de Sá Ribas, destaca-se Lourenço Pinto de Sá Ribas, deputado a Assembléia Geral Legislativa, por São Paulo, na 2ª Legislatura, de 3 de Maio de 1830 a 6 de Junho de 1833. Com relação aos Marcondes Ribas, descendem de um filho do Capitão-Mor Lourenço, o Coronel Francisco de Paula Ribas, nascido por volta de 1760. Casado com Maria Joaquina Marcondes, filha do Capitão Antônio Marcondes do Amaral e de Ana Joaquina de Sá. Foram pais de Cândido Marcondes Ribas, nascido por volta de 1802. Capitão da Guarda de Honra do Imperador D. Pedro I. Foi casado com sua prima Ana Rosa Marcondes, filha do Coronel da Guarda de Honra do Imperador D. Pedro I, Manuel Marcondes do Amaral (falecido em 1832, em Taubaté) e de Emília Marcondes do Amaral Toledo. Neta paterna do Tenente-Coronel Antônio Moreira da Costa e de Ana Rosa Marcondes de Sá; neta materna de Antônio Marcondes de Oliveira e de (casado em 1792, em Taubaté) Maria Francisca Teixeira. Deste casal descende a importante família Marcondes Ribas. Entre seus descendentes estão a baronesa Homem de Mello, Maria Joaquina Marcondes Ribas, a baronesa de Wodyaner, Carmelita Ribas de Lima; e os Marcondes do Amaral, os Ribas de Lima, os Ribas Vilela, os Bulcão Ribas, os Ribas Chaves, etc.;

II - o Capitão Miguel Ribeiro Ribas, nascido por volta de 1743, em Curitiba. Foi casado com Clara Maria de Moraes, nascida em Conceição de Guarulhos, São Paulo. Deste casal descendem diversos grupos familiares: Ribeiro Ribas, Mariano Ribas, Ribas Gusmão, Ferreira Ribas, Ribas Fleury, Marques Ribas, Ferreira da Silva, Lustosa Ribas, Matta Ribas, Carvalho Ribas, Ribas-Vuthier, Ribas de Moraes, Erichsen Ribas, Almeida Ribas, Ribas Vaz, Souza Ribas, Araújo Ribas, Cunha Ribas, Ribas Ferreira, Ribas de Moraes, etc. Entre estes, citamos os grandes ramos: Lustosas Ribas, os Ribas De Moraes, e os Ferreira Ribas.

Os Lustosas Ribas tiveram duas formações. A mais recente data de meados do século XIX, com o casamento do Brigadeiro Manuel Ferreira Ribas (do grupo Ferreira Ribas), nascido por volta de 1832, com Francisca Leocádia Lustosa de Andrade. De um dos seus filhos, João Baptista Lustosa Ribas, que viveu no século XIX, descendem: os Baptistella, Bendix, Kuntz, Rochembach, Martins Ribas, Ribas Baptista, Ribas Ferreira, Ribas Pessoa, Ribas Vianna, Ribas Corban e Suplicy Ribas.

O outro grupo dos Lustosa Ribas - o mais antigo - descende dos Taborda Ribas, mencionados adiante. Quanto aos Ribas de Moraes, descendentes do casamento de Braziliano de Moraes com Francisca (de Carvalho) Ribas. Desta união, ocorrida, provavelmente, em princípios deste século XX, descendem: os Ribas de Moraes, os Mello Matos, os Moraes, os Brooking e os Bressane. Finalmente, cabe destacar o grupo Ferreira Ribas, que descende do casamento de um Ribas com uma Ferreira Bueno. Um dos seus galhos genealógicos descende do casal José Ferreira Ribas e Cândida Nunes de Souza. Deste casal descendem os "Herculano Ribas", os Serro Azul Ribas, os Russo Ribas e os Braga Ribas;

III - [?] Ribeiro Ribas, finalmente, deste terceiro filho do grupo paranaense, cujo nome ainda nos foge do registro, saíram os grupos Taborda Ribas e Lustosa Ribas (segunda união). A união dos Tabordas com os Lustosas se deu através do casamento de Ricardo José Taborda Ribas - nascido por volta de 1804 - com Francisca Joaquina Lustosa. O primeiro era filho do Capitão Manuel José Taborda Ribas, o "Capitão Nabo", e de Maria Rita de Lima. Dos Taborda Ribas descendem, entre outros, os Ribas Athayde.

 

Os Ribas no Rio de Janeiro: Vimos acima, quando falamos da Família Ribas, de São Paulo, que a mesma, nas suas origens, é carioca. Sua origem remonta ao princípio do século XVIII, com a emigração do português Carlos José Ribas, nascido por volta de 1711, na Freguesia de São Mamede, Patriarcado de Lisboa, Portugal. Filho de Miguel Ribeiro Ribas e neto do capitão espanhol Guilherme Ribas. O Capitão Carlos José Ribas, emigrado para o Rio de Janeiro, ali casou, em 1736, com Grácia Maria da Cruz Ferreira. Deixaram quatro filhos: José Bonifácio (de quem descendem os Toledo Ribas, de São Paulo), Joaquim (I) Ribas (falecido pequeno), Luiz Antônio Ribas e Joaquim (II) Ribas. Joaquim (II) Ribas, nasceu a 9 de Julho de 1746, no Rio de Janeiro, onde foi batizado a 18 de Julho. Luiz Antônio Ribas, nasceu no Rio de Janeiro, onde foi batizado a 9 de Setembro de 1744. Foi casado com sua sobrinha Francisca de Toledo Ribas, nascida por volta de 1769.

Tivemos notícia de dois filhos deste casal. Existem possibilidades de descenderem, tanto destes dois filhos de Luiz Antônio Ribas, como de seu irmão Joaquim (II) Ribas, grupos Ribas, estabelecidos no Rio de Janeiro. Além destes, foram encontrados mais quatro grupos cariocas de Ribas. Dois deles vieram diretamente da Espanha e, os outros dois, possivelmente, descendem destes Ribas citados acima. (que também originaram os Ribas de São Paulo).

São eles:

I) Os Silva Ribas - descendentes de José Antônio da Silva Ribas, de que se desconhece a origem. Nascido por volta de 1830. Entre seus descendentes estão: os Ribas Ferrer, Ribas Grabowsky, Ribas Tambasco e Ribas Cortes.

    II) Os Ribeiro Ribas - o indivíduo mais antigo deste grupo familiar, que, por ora, conseguimos apurar, chamava-se Felipe Ribeiro Ribas, nascido em fins do século XIX. Filho de Cecília Josefina da Conceição "Ribeiro".

  III) Os Ribas Bouças - grupo familiar emigrado diretamente da Espanha para o Rio de Janeiro. Têm por patriarca Francisco Ribas Bouças, nascido na Espanha, no século XIX. Foi casado com Maria José Hernandez, com quem teve três filhos: Abraão Fernandes Bouças, Valentim Fernandes Bouças e Vladimir Fernandes Bouças. Descendem daquele casal: os Bouças, Dau, Ghirello, Jacques da Silva, Schmidt, etc.

  IV) Os Ribas Carneiro - grupo familiar que da Espanha emigrou para Portugal, de onde vieram para o Brasil. Têm origem em Juan Antônio Ribas, nascido na Espanha que, emigrando para Portugal, lá deixou um filho de nome Eduardo Medina Ribas. Deste último, e de sua esposa Henriqueta Edolo - emigrados para o Rio de Janeiro - descendem os Ribas Carneiro do Brasil. O grupo familiar Carneiro pertencia à Província de Minas Gerais.

Ainda no Rio de Janeiro, encontramos notícias de um Ribas Macedo ou Macedo Ribas. Trata-se de uma citação sobre o Conselheiro do Império, Prof. Antônio Joaquim Ribas, nascido nas águas da Bahia da Cidade do Rio de Janeiro a 3 de Maio de 1818, e falecido a 22 de Fevereiro de 1890, em Petrópolis, Rio de Janeiro. Porque propomos Ribas Macedo ou Macedo Ribas? Pelo fato de termos descoberto o nome de seu pai: Antônio Joaquim de Macedo. Sobre a carreira profissional do Dr. Ribas, escreveu Sacramento Blake: “Fez o curso de Sciências Jurídicas e Sociaes na Academia de São Paulo, onde recebeu o grau de Bacharel em 1840; no ano seguinte recebeu o grau de Doutor e foi nomeado lente de história Universal; em 1854, reformando-se a Academia, foi nomeado lente substituto, e regeu como tal as cadeiras de economia política, direito administrativo, direito público, direito civil, e direito eclesiástico, até que foi nomeado por Carta Imperial de 2 de Outubro de 1860, Lente Catedrático de Direito Civil pátrio, análise e comparação do direito romano.

Em 1863 os estudantes, que concluiam o curso da faculdade, mandaram tirar á oleo seu retrato em tamanho natural para ser collocado no salão dos actos, e lithographar em Paris o mesmo retrato para ser distribuido pelos amigos do distincto mestre. Foi deputado à Assembléia de S. Paulo em diversas legislaturas consecutivas desde 1849 até sua vinda para o Rio de Janeiro, sendo reconhecido como um orador distincto pela correcção da dicção e pela lógica severa de seus argumentos; desempenhou diversas commissões importantes, tanto do governo provincial, como de geral, entre ellas a de membro da comissão revisora do projecto do código civil; é actualmente advogado no Rio de Janeiro; é commendador da ordem de Christo por seus serviços prestados às lettras..". Autor de diversos trabalhos que versam sobre política, história, navegação, direito administrativo, direito civil, poesia, etc., publicados entre 1850 e 1883. Jubilou-se por Decreto de 23 de Fevereiro de 1870, e pouco depois mudou-se para o Rio de Janeiro, onde abriu escritório de advocacia. Comendador da Ordem de Cristo e Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Transcrevemos aqui um curioso texto sobre o perfil do Dr. Ribas, feito por um contemporâneo seu. Na verdade a descrição da personalidade de um Ribas carioca do século passado: "Alto, claro, olhos e cabellos castanhos, estes longos e repartidos ao lado; barba nenhuma: teve-a depois e deixa-va-a toda, mas elegantemente aparada e bem tratada; fronte desenvolvida e pensadora. Olhar vago, quando meditava; parecia então abstrahir-se, á medida que, ao contrario, mais se concentrava. Bello adolescente, quando se matriculou no primeiro ano; bonita figura varonil, um lustro depois. No moral, talento superior, apto para todos os estudos scientíficos, critério seguro, e, não obstante, imaginação de poeta." [..] "Ao matricular-se no Curso Juridico, dispunha o talentoso estudante da inapreciável vantagem de poder construir o seu edifício scientífico sobre os solidos alicerces de bons estudos preparatórios." [..] "Estudara bem philosophia e melhor ainda história universal e literatura. Também aprendera latim e grego, além de várias línguas vivas, como o francez, o inglez e o allemão. "Todo esse preparo excepcional concorreu com o seu precioso subsidio para a brilhante carreira que o jovem Ribas ia encetar e que deveria desde logo ser assignalada por sucessivos triumphos."

Os Ribas no Ceará: Encontramos no Ceará o registro de um grupo "Thiago Ribas", estabelecido, desde 1860, no Município de Granja, Ceará. O indivíduo mais antigo desta família que encontramos chama-se Felippe Thiago Ribas. Seu filho Thiago Ribas, nasceu em Abril de 1869, na Cidade de Granja, Ceará, e faleceu a 18 de Agosto de 1895, na Colônia Militar Pedro II, no Pará. Cursou a Escola Militar do Ceará e a do Rio de Janeiro. Colaborou em vários jornais e revistas do Ceará, Pará e das Escolas que cursou. Era dado aos estudos lingüísticos. Os Ribas - Destroncados: Existem ainda mais dois grupos Ribas, cujas origens, no Brasil, ainda não foram bem definidas. Trata-se da descendência de Sancho Ribas e de Pedro Ribas. Do primeiro descendem: os Figueiredo Ribas; e, do segundo, os Branco Ribas, Mattos Ribas, Muniz Ribas e Araújo Lima Ribas. Heráldica: armas citadas acima, na introdução do verbete.

 

 

 

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