Rodrigues, Rodriguez, sobrenome de origem luso-espanhola. Classificado como Patronímico bastante abundante, tanto quanto era o nome próprio Rodrigo ou Rui que o originou nos séculos XIV e XV, inúmeras são as famílas que o adotaram por apelido sem existirem os menores laços de consangüinidade entre elas.
Isso não impede que algumas dentre elas ascendessem à nobreza da fidalguia de cota de armas, o que sucedeu particularmente com três. Teremos assim, e para começar, a que procede de um desconhecido Martim Rodrigues, cujas armas figuram já no Livro do Armeiro-Mor.
Sobrenome de formação patronímica - o filho de Rodrigo (v.s.).
Documentou-se as formasRoderiquici [no ano de 1074], rodoriquici [em 1075], rodoriquiz [em 1081], roderiguiz [em 1079], rodorigiz [em 966], rodrigiz [em 1096] e rodriguez, forma espanhola (Antenor Nascentes, II, 264).
Patronímicos são apelidos que consistem numa derivação do prenome paterno.
No latim ibérico constituiu-se esse tipo de apelido com o sufixo “-ícus” no genitivo, isto é, “-íci”. É quase certo que se trata de um sufixo ibérico “-ko”, indicativo de descendência, com as desinências latinas da 2ª declinação.
Assim, por evolução fonética temos no português medieval -ez (escrito -es, porque átono) -iz, -az (escrito -as, quando átono).
Por exemplo: Lopes (que vem de Lopo), Fernandes (filho de Fernando) e Perez ou Peres ou Pires (filho de Pero, variante arcaica de Pedro).
Portanto Peres (paroxítona/Portugal) e Perez (oxítona/Espanha) têm por significado «Filho de Pedro».
Regsitram-se, entre muitas, quatro antigas famílias com este sobrenome, com brasão de armas diferente:
I - Martim Rodrigues, Antônio Rodrigues e Paio Rodrigues, obtiveram as mesmas armas;
II - Antônio Rodrigues, outro, principal rei de armas Portugal, no tempo de D. Manuel I, rei de Portugal em 1495;
III - Paio Rodrigues; e
IV - Rodrigues de Varillas (de Salamanca, Espanha). Procede do conde D. Vela, filho de D. Ramiro, fal. em 1094, rei de Aragão. Registra-se, ainda, Diogo Rodrigues das Varillas, que no tempo do rei D. Felipe II, passou a Portugal, onde se casou e seu neto Diogo Rodrigues, em 1629, registrou brasão de armas (Anuário Genealógico Latino, I, 82).
Brasil:
Assim como os demais patronímicos antigos - Eanes, Fernandes, Henriques, etc. - este sobrenome espalhou-se, desde os primeiros anos de povoamento do Brasil, por todo o seu vasto território.
Em São Paulo, entre as mais antigas, registra-se a família de Braz Rodrigues, carpinteiro da ribeira, com geração de seu cas. com Brígida Ramalho - falecidos antes de 1582.
Sobrenome de formação patronímica - o filho de Rodrigo (v.s.).
Documentou-se as formas Roderiquici [no ano de 1074], rodoriquici [em 1075], rodoriquiz [em 1081], roderiguiz [em 1079], rodorigiz [em 966], rodrigiz [em 1096] e rodriguez, forma espanhola (Antenor Nascentes, II, 264).
Patronímicos são apelidos que consistem numa derivação do prenome paterno. No latim ibérico constituiu-se esse tipo de apelido com o sufixo “-ícus” no genitivo, isto é, “-íci”.
É quase certo que se trata de um sufixo ibérico “-ko”, indicativo de descendência, com as desinências latinas da 2ª declinação. Assim, por evolução fonética temos no português medieval -ez (escrito -es, porque átono) -iz, -az (escrito -as, quando átono). Por exemplo: Lopes (que vem de Lopo), Fernandes (filho de Fernando) e Perez ou Peres ou Pires (filho de Pero, variante arcaica de Pedro). Portanto Peres (paroxítona/Portugal) e Perez (oxítona/Espanha) têm por significado «Filho de Pedro».
Regsitram-se, entre muitas, quatro antigas famílias com este sobrenome, com Brasão de armas diferente:
I - Martim Rodrigues, Antônio Rodrigues e Paio Rodrigues, obtiveram as mesmas armas;
II - Antônio Rodrigues, outro, principal rei de armas Portugal, no tempo de D. Manuel I, rei de Portugal em 1495;
III - Paio Rodrigues; e
IV - Rodrigues de Varillas (de Salamanca, Espanha). Procede do conde D. Vela, filho de D. Ramiro, fal. em 1094, rei de Aragão. Registra-se, ainda, Diogo Rodrigues das Varillas, que no tempo do rei D. Felipe II, passou a Portugal, onde se casou e seu neto Diogo Rodrigues, em 1629, registrou brasão de armas (Anuário Genealógico Latino, I, 82).
Brasil: Assim como os demais patronímicos antigos - Eanes, Fernandes, Henriques, etc. - este sobrenome espalhou-se, desde os primeiros anos de povoamento do Brasil, por todo o seu vasto território.
Em São Paulo, entre as mais antigas, registra-se a família de Braz Rodrigues, carpinteiro da ribeira, com geração de seu cas. com Brígida Ramalho - falecidos antes de 1582.
Ainda em São Paulo: Diogo Rodrigues [1560, Santo Amaro], Baltazar Rodrigues [1562, S. Paulo], Braz Rodrigues [1579, S. Paulo], Martim Rodrigues Tenório [1589, S. Paulo], Manuel Rodrigues de Gois [1599, S. Paulo] (AM, Piratininga, 165) e Antônio Rodrigues de Alvarenga [c.1555, Lamego - 1614, SP], de quem também descendem os Alvarengas (v.s.), de São Paulo.
Ainda, em São Paulo, registra-se os descendentes de Pedro Rodrigues, que deixou geração do seu cas., por volta de 1899, com Palmira Dumont, filha de Gustavo Dumont.
Entre os descendentes do casal, registram-se:
I - o filho, José Rodrigue [26.08.1902 - 31.01.1961], que deixou geração do seu cas. com Yolanda Negrini [1910-1992], integrante da família Negrini (v.s.), de São Paulo;
II - a neta, Neide Negrino Rodrigues, filha da anterior. Casada na família Gomes. Ainda em São Paulo, registra-se, entre muitas, a família de Fortunato José Rodrigues [05.04.1895 - 09.04.1971], estabelecido em Itapeva. Residiu na zona rural do Bairro do Colégio no distrito de Itapeva. Com geração do seu cas. com Maximiana Francisca de Oliveira [25.04.1901, Itapeva, SP - 12.10.1988].
Entre os descendentes do casal, registram-se:
I - o filho, José Rodrigues da Cruz [14.11.1922, Itapeva, SP -], que, ainda religioso, setrviu como capelão dos antigos terços cantado de Itapeva. Mestre da tradicional dança de São Gomçalo, a qual aprendeu com seu pai. Deixou geração [nove filhos] do seu cas. com sua prima legítima Ana Joaquina de Oliveira [13.05.1926, Itapeva, SP -], filha de Joaquim Alves da Rocha [18.09.1882, Itapeva, SP - 09.12.1947] e de Maria Joaquina de Oliveira [03.07.1894 - 22.05.1963], irmã de Maximiana Francisca de Oliveira, citada no item I;
II - a neta, Marili Oliveira Cruz, filha do anterior;
III - a neta, Matilde de Oliveira Cruz, irmã do anterior;
IV - o neto, José Hipólito de Oliveira Cruz [13.08.1962, Itapeva, SP-], irmão da anterior. Uma das mais antigas famílias com este sobrenome, no Brasil, tem origem indígena - detalhes adiante.
No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, cabe mencionar a de Manuel Rodrigues de Alvarenga [c.1605- ?], que deixou geração do seu cas., c.1635, com Barbara de Andrade (Rheingantz, III, 123). Rheingantz registra mais 9 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro.
Ainda no Rio de Janeiro, cabe destacar a família de Carlos José Alves Rodrigues, estabelecid em Cantagalo, Província do Rio de Janeiro. Foi pai do destacado jornalista José Carlos Rodrigues [07.1844, Cantagalo, RJ -], cursou o Colégio Pedro II. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo [1864]. Aos treze anos de idade, ainda estudante do Pedro II, publicou e redigiu um jornal literário, intitulado Gentio. Jurisconsulto. Exerceu um alto cargo no ministério da Fazenda. Em 1862, ainda no terceiro ano de Direito, foi um dos fundadores da Revista Jurídica. Em 1863, ainda no quarto ano de Direito, publicou umas Anotações à Constituição Política do Brazil. Correspondente do Jornal Oficial e do Jornal do Commercio, nos EUA [1866]. Fundou o jornal Novo Mundo [1870-1889]. Fundador e proprietário da Revista Industrial, New York , ilustrada e em portugues [1886]. Durou 10 anos. Adquiriu a propriedade do Jornal do Commercio [1890], pela quantia de três mil e quinhentos contos. .Comendador da Ordem de São Tiago, de Portugal. Conselheiro de Sua Majestade, de Portugal.
Família de origem portuguesa estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde passaram:
I - João Antônio Rodrigues Júnior, natural de Portugal, que assinou termo de declaração, a 216.05.1864, onde informa ser católico, ter 40 anos de idade, ser negociante, estar no Brasil há 24 anos incompletos e ser casado com uma brasileira;
II - José Maria Rodrigues, nat. de Portugal, que assinou termo de declaração, a 24.02.1864, onde informa ser católico, ter 54 anos de idade, estar há 28 anos no Brasil e ser casado;
III - Sebastião Maria Rodrigues, nat. de Ilivo, Bispado de Aveiro, Portugal, que assinou termo de declaração, a 28.02.1848, onde informa ser católico, ter 34 anos de idade, ter vindo para o Brasil com 18 anos de idade, ser marítimo e casado com uma brasileira. Ao registrar a 16.04.1852, sua Carta de Naturalização assinada por D. Pedro II em 04.02.1852, declarou ter de sua esposa brasileira um filho de 19 meses (Spalding, naturalizações, 105). Há uma numerosa família com este sobrenome estabelecida em Minas Gerais, procedente do Estado do Rio de Janeiro. Teve princípio, em Minas, em Antônio José Rodrigues [1819, RJ - 09.07.1891, de moléstia nos pulmões, no Distrito de Santo Antônio de Muriaé, MG], filho de Antônio José Rodrigues e de Teresa de Mendonça. Fazendeiros. Deixou numerosa descendência do seu cas., por volta de 1851, com Maria Florência de São José [1832, São Paulo de Muriaé, MG - 06.03.1892, Fazenda de Santa Rita, Distrito de Dores da Vitória do Muriaé, hoje Distrito de Mirai, MG].
Seus descendentes espalharam-se por Mirai, Muriaé, Carangola e no Rio de Janeiro, onde vive uma bisneta, D. Carmen Rodrigues, natural de Carangola, MG, atual estudiosa da genealogia de seus antepassados.
Linha Indígena:
Sobrenome também adotado por famílias de origem indígena. No Rio Grande do Sul, entre outras, registra-se a família de Estanilau Rodrigues, índio, casado a 30.05.1800, em Rio Grande, RS, com Francisca de Paiva, índia.
Em São Paulo, talvez uma das mais antigas do Brasil, há a família do maioral ou cacique do gentio de Ururahy (em São Vicente), de nome Piqueroby [c.1472, Brasil -], pai de Antônia Rodrigues [c.1498, São Paulo -], que recebeu, depois, o nome cristão de Antônia Rodrigues. Deixou numerosa descendência de sua união com Antonio Rodrigues [c.1495-?], encontrado, já em terra juntamente com João Ramalho quando em 1532 desembarcou em S. Vicente Martim Afonso de Souza (Silva Leme). Vindo na expedição de D. Nuno Manuel ou na de Solis, segundo Martins dos Santos, foi um dos colaboradores de Cosme Fernandes no estabelecimento da povoação de S. Vicente, onde ficou morando na banda ocidental, e obteve de Cristóvão Jaques o domínio legal dessas e de outras terras situadas ao sul da povoação. Nesse domínio o manteve Martim Afonso, quando o encontrou com João Ramalho e criou a vila. Ficou morando em São Vicente, no Tumiaru, e foi durante muitos anos oficial da câmara (AM). Antonio Rodrigues, nat. de Portugal estabeleceu-se no espraiado do Tumiaru, limitando com terras fronteiras às do mestre Cosme, bacharel, as quais depois vieram a pertencer a Pedro Correia. Foi grande caçador de índios e sócio da venda de escravos no entreposto do porto das Naus. Ocupou na vila de São Vicente os cargos de juiz ordinário, vereador e almotacel, por volta de 1543 (CF) ((SL) - Silva Leme, I, 47; Américo de Moura, Os povoadores do campo de Piratininga, 160; (CF) - Carvalho Franco, Dic. de Bandeirantes, 342).
Na Bahia, tão antiga quanto o ramo paulista, encontra-se a família de Afonso Rodrigues, nat. de Óbidos, que esteve, inicialmente, em S. Vicente com seu amigo Paulo Dias Adôrno, para onde passaram fugindo à perseguições. Juntamente com Adôrno, passou à Bahia e, como ele, foi cas. na mesma família, com Madalena Álvares, filha de Diogo Álvares «Caramuru» e da «ameríndia Guaibimpará», Catarina Paraguaçú. Deixou, também, vastíssima descendência deste casamento.
Entre outros, foi pai de Álvaro Rodrigues, também chamado o «Caramuru», fidalgo cavaleiro, com Brasão de Armas de Nobreza. Senhor de Engenho em Cacheira. Na Colônia do Sacramento, a do Sarg. Baltazar Rodrigues de Almeida, que deixou geração, em 1700, com Clara Eugênia, «do gentio da terra».
Linha Africana:
Sobrenome também usado por famílias de origem africana. No Rio de Janeiro, entre outras, registra-se a de Ana Rodrigues «parda», que deixou filhos naturais, cerca de 1670, com Antônio Gonçalves da Cunha [c.1643 - 1702,RJ], por onde segue o sobrenome (Rheingantz, II, 311); e a de Bento Rodrigues de Andrade, que deixou geração da sua união, c.1676, com Ana Rodrigues, «mulata forra» (Rheingantz, III, 123).
Cristãos Novos:
Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497. Em Portugal, por exemplo, por ocasião da conversão dos judeus em cristãos novos, registrou-se um Gonçalo Rodrigues, que anteriormente chamava-se Salomão Coleiria. Para o Rio de Janeiro, ver família Rodrigues de Andrade (Wolff, Dic., I, 168).
Linha Natural:
Em São Paulo, por exemplo, há registro de Inácio Rodrigues de Siqueira, nat. de Atibaia (SP), «filho natural» de Francisco Rodrigues Nunes e de Escolástica Nunes, foi cas. em 1772, Itajubá (MG), com Isabel Francisca de Aguiar, nat. de Mogi das Cruzes (SP), «filha natural» de Francisco de Aguiar e de Antônia de Souza Pinto. (Mons. Lefort - Itajubá).
Linha de Degredo:
Registra-se, no Auto-de-fé celebrado no Terreiro do Paço de Lisboa, a 15.12.1658, a condenação de seis (6) anos de degredo para o Brasil de Ana Rodrigues, viúva de João Vaz Leão, mercador, natural e morador na vila de Abrantes.
Registra-se, no Auto-de-fé celebrado na praça de Coimbra, a 04.07.1662, a condenação de cinco (5) anos de degredo para o Brasil de Isabel Rodrigues, de 62 anos de idade, viúva de Filipe Rodrigues, tendeiro de Bragança; e a condenação de seis (6) anos de degredo para o Brasil de Ana Rodrigues, cristã nova, de 52 anos de idade, mulher de Luis de Paz, sapateiro, de Bragança.
Registra-se, no Auto-de-fé celebrado no Terreiro do Paço de Lisboa, a 17.08.1664, a condenação de três (3) anos de degredo para o Brasil de Ana Rodrigues, três quartos de cristã-nova, natural de Campo Maior, e moradora em Lisboa. Esposa de Antônio Coelho, soldado. Registra-se, no Auto-de-fé celebrado na praça da cidade de Coimbra, a 26.10.1664, a condenação de cinco (5) anos de degredo para o Brasil de Justa Rodrigues, cristã-nova, de 37 anos de idade, natural da cidade de Palência, reino de Castela (Espanha), moradora em Vila Flor (Portugal). Esposa de Pedro Alvares Pereira. Nobreza Titular: Manuel Jorge Rodrigues, de família paulista, foi agraciado, por Decreto de 25.03.1845, com o título de 1.º barão com Honras de Grandeza de Taquari. Deixou geração do seu casamento com Maria da Conceição Rodrigues, que segue no título da família Calazans Rodrigues (v.s.), de São Paulo.
Heráldica:
Um escudo em campo de ouro, com 5 flores-de-lis de vermelho e um chefe de vermelho carregado de uma cruz florenciada e vazia do primeiro.
Timbre: um leão de ouro, sainte, com uma flor-de-lis do escudo sobre a espádua;;
II - 2.º Ramo: um escudo em campo azul, 5 flores de liz de ouro e um chefe cozido de vermelho, carregado de uma cruz florecniada e vazia de ouro.
Timbre: um leão de ouro, sainte, com uma flor-de-lis do escudo sobre a espádua;
III - de Antônio Rodrigues: um escudo partido: primeiro, de negro, com meia águia de ouro estendida;
II, em campo de prata, com faixa de vermelho acompanhada de 2 pombas de púrpura, voantes, uma em chefe e outra em ponta;
IV - de Paio Rodrigues: um escuso lisonjado de prata e de veirado de ouro e de vermelho,de 5 traços em banda e 5 em contrabanda.
Timbre: um pavão de sua cor, posto de perfil; V - de Pero Rodrigues do Amaral: um escudo em campo vermelho, com um leão nascente de ouro, coroado do mesmo, armado, de prata, com uma espada do mesmo guarnecida de ouro, levantada na mão direita; e chefe cozido de azul, carregado de uma águia sainte, de duas cabeças, coroada de ouro. Timbre: o leãodo escudo;
VI - de Espanha: um escudo em campo de ouro, com 4 palas de vermelho; boradura de azul, carregada de 8 cruzes potenteas de prata, cada cruz cantonada de 4 cruzetas do mesmo (Armando de Mattos - Brasonário de Portugal, II, 106).