GENEALOGIA - JOSÉ LUIZ NOGUEIRA 
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SÃO MIGUEL ARCANJO
SÃO MIGUEL ARCANJO

Em meados do século XIX, povoadores fixaram-se ao longo da estrada de ligação entre Sorocaba e o Sul do País, formando novas fazendas dedicadas a culturas diversas.
Nessa época, ao sul de Itapetininga, um de seus povoadores, o Tenente Urias Emídio Nogueira de Barros, juntamente com parentes e amigos concentrados numa extensa área, formou o antigo bairro Fazenda Velha.
O município recebeu o nome em virtude de uma capela construída em suas terras para homenagear São Miguel Arcanjo.

São considerados fundadores de São Miguel Arcanjo o Tenente Urias Emygdio Nogueira de Barros, conhecido como Tenente Urias e suas duas filhas Maximina Nogueira Terra quem mandou construir a capela e Tereza Augusta Nogueira que fez a doação do terreno para a construção. Sobre o Tenente Urias temos uma página somente para contarmos um pouco de sua História e de suas aventuras.

São Miguel Arcanjo é considerado a capital mundial das uvas finas; Massuto Fujiwara foi o pioneiro na plantação de uvas neste município, e hoje em dia a Festa da Uva é comemorada no Recinto de Exposição que leva o nome do pioneiro, durante a safra da uva nos meses de fevereiro e março.

Foi elevado em 1877, à freguesia com o nome de São Miguel Arcanjo.

O seu desenvolvimento sócio-econômico iniciou-se com o cultivo do algodão, que saía da roça para descaroçamento na cidade, em beneficiadoras Nacionais e Estrangeiras, que na década de 1920, somavam vinte estabelecimentos.

Segundo alguns historiadores, essa foi a fase mais rica do Município.

Luiza Válio e Maria Perpétua Nogueira de Almeida são pesquisadoras, membros do IHGGI que estudam a fundo a História do município desde a sua formação. Têm diversos trabalhos publicados.

A festa do padroeiro da cidade acontece no dia 29 de setembro, data em que a Igreja Católica celebra o dia do Arcanjo Miguel.

No dia do Padroeiro devotos de vários estados fazem suas visitas e muitos em agradecimento pelas graças recebidas. 


FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Distrito criado por Lei Provincial nº 58, de 12-V-1877.
Elevado à categoria de Município por Lei Provincial nº 86, de 01 de abril de 1889.
Desmembrada de Itapetininga. Constituído do Distrito sede. Cidade por Lei Estadual nº 1038, de 19 de dezembro de 1908. Sua instalação verificou-se no dia, 30 de outubro de 1889.
Em divisão administrativa do Brasil referente ao de 1911, o Município de São Miguel Arcanjo se compunha de 1 único Distrito, São Miguel Arcanjo, assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31-III-1938, o Município de São Miguel Arcanjo pertence ao termo judiciário e comarca de Itapetininga e figura com 1 só Distrito, São Miguel Arcanjo.
No quadro fixado pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30-XI-1938, para 1939-43, o Município de São Miguel Arcanjo é composto de 1 único Distrito, São Miguel Arcanjo e pertence ao termo de Itapetininga, da comarca de Itapetininga.
Em virtude do Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30-XI-1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-48, o Município de São Miguel Arcanjo ficou composto igualmente de 1 Distrito, São Miguel Arcanjo, comarca de Itapetininga.
Lei Estadual nº 233, de 24-XII-1948, incorpora o Distrito de Abaitinga ao Município de São Miguel Arcanjo.
Fixado o quadro territorial para vigorar em 1949-1953, composto de 2 Distritos, São Miguel Arcanjo e Abaitinga
Lei Estadual nº 2456, de 31 de dezembro de 1953. Desmembra o Distrito de Abatinga, seu território foi extinto.
O quadro territorial para vigorar em 1954-1958. Figura apenas com 1 Distrito, São Miguel Arcanjo.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.


GENTÍLICO: SÃO-MIGUELENSE

                                          Cachoeiras no Parque do Zizo em São Miguel Arcanjo

                                                             1. Genealogia de uma cidade - Itapetininga - volume II

O município de São Miguel Arcanjo pela Lei nº 86 no dia 1º de abril de 1889, é resultado do final feliz de uma luta antiga e árdua de seus moradores de então. Foi conseguida através do Deputado Provincial Campos Salles e a história é esta: São Miguel Arcanjo era já uma pequena cidade – Freguesia, como era chamada, e pertencente à Itapetininga.
Possuía uma praça, a mesma de hoje, com sua pequena Capela cercada de casas já arrumadas, casas estas cobertas de telhas ou de tabuinhas como se usava nesse tempo.
Com estes requisitos a Freguesia já tinha qualificação para tornar-se uma pequena cidade e o Município emancipar-se de Itapetininga. Assim amadureceu nos seus habitantes o desejo de obter a Independência Política de São Miguel Arcanjo e conseguir o seu próprio Governo e suas próprias Leis.
Então, homens decididos e importantes na comunidade como Ernesto Arantes de Noronha, João Alfredo Leme Brisola, José Leme de Moraes Brisola e outros mais, liderados por Manoel Fogaça de Almeida resolveram por em prática os seus projetos.
Temendo, porém o indeferimento da justa reivindicação, Manoel Fogaça de Almeida, pediu ao seu sogro José Leme Brisola, que era advogado, que levasse o requerimento à Câmara de Itapetininga. José Leme Brisola era figura importante na cidade, onde morava e trabalhava; político influente e republicano convicto foi Presidente do Partido Republicano em Itapetininga, tinha ligações com o governo do Estado através do Deputado Provincial Campos Salles e conhecia muito bem São Miguel Arcanjo, onde vinha sempre visitar a filha Francisca Leonel Ferreira Leme Brisola, casada com Manoel Fogaça de Almeida.
Acatando o pedido do genro, José Leme Brisola entregou o requerimento que, no entanto, foi indeferido. A alegação foi a de que Freguesia era um amontoado de casas cobertas de sapé, sem nenhum arruamento.
José Leme Brisola, justamente indignado pelas inverdades das alegações, protestou com veemência dizendo que as razões apresentadas eram falsas e, escudado da sua autoridade moral e sua reconhecida valentia rasgou o requerimento ali mesmo, atirando os pedaços na mesa e deixando os vereadores atônitos. Saiu pisando duro no recinto e nenhum vereador ousou contestá-lo.
Então, ele guiou o genro Manoel Fogaça de Almeida até o Deputado Provincial Campos Salles, graças a quem conseguiu a almejada Emancipação, em 1º de abril de 1889.
Foi eleito o 1º Presidente da Câmara em 30 de outubro de 1889. Jeremias Moreira Branco e José Leme de Morais Brisola foram os vereadores Republicanos da 1ª Câmara, sendo que havia três Monarquistas: Ernesto Arantes de Noronha, Alfredo Olegário dos Santos Terra e João Alves Pereira”.

 

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JOSÉ LUIZ NOGUEIRA

 

 

 

 




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